Operadoras de shoppings centers no Brasil acionaram a Justiça e conseguiram liminares para suspender parcial ou totalmente os contratos de aquisição de energia fechados com fornecedores antes da pandemia e do isolamento social.
Determinado pelos governos estaduais e municipais para evitar a disseminação do coronavírus, o fechamento desses centros comerciais ocasionou uma diminuição drástica no uso de eletricidade.
As liminares, acessadas pela Reuters, têm impacto direto nas subsidiárias de comercialização das elétricas EDP Brasil e Engie (EGIE3), além da Votener, braço de energia da Votorantim, e do frigorífico Minerva (BEEF3).
Procurada, a EDP Brasil disse que “não comenta processos em andamento na Justiça” devido a “cláusula de confidencialidade”. A Engie não respondeu de imediato. A Votener disse que “até o momento não foi intimada oficialmente”.
Em outro caso, a BR Malls conseguiu decisão liminar que suspende as “consequências decorrentes do inadimplemento iminente” em um contrato de fornecimento de eletricidade com a Minerva Comercializadora de Energia.
Procurada, a Minerva recusou-se a comentar. A BR Malls (BRML3) não respondeu de imediato.
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que registra as operações do mercado de eletricidade, já havia apontado no início de abril a expectativa de algumas discussões contratuais no setor.
As despesas com energia elétrica podem alcançar 45% dos custos condominiais de um shopping.
Os ministérios de Minas e Energia e da Economia têm negociado empréstimos emergenciais para as elétricas junto a bancos, em operação que poderá ter custos repassados posteriormente às tarifas.
Fonte: Reuters