A discussão sobre a Reforma Tributária no Brasil ganhou novo fôlego com declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que classificou o projeto de mudanças na tributação da renda como seu principal legado à frente do ministério. “Acredito que será o meu principal legado. Ela criará um sistema tributário entre os melhores do mundo e vai promover a digitalização de toda a economia brasileira. A nota fiscal vai desaparecer, tudo será eletrônico. Será algo realmente transformador”, afirmou o ministro.
A proposta, que já tramita no Congresso Nacional, visa corrigir distorções históricas e deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2026. Entre as principais mudanças estão a isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e a tributação de lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil por mês.
O projeto inclui na base de cálculo rendimentos diversos, como pró-labore, aluguéis, juros recebidos (inclusive de contratos de mútuo), ganhos de capital e rendimentos financeiros. A nova regra abrange inclusive lucros oriundos de empresas enquadradas no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, a taxação será progressiva, chegando a 10% sobre rendimentos que ultrapassem R$ 1,2 milhão anuais. Já os dividendos recebidos do exterior terão tributação mínima de 10%.
Como a reforma tributária impacta empresários?
Para Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio e especialista em planejamento tributário, os impactos para empresários e investidores serão significativos, especialmente para aqueles que hoje recebem lucros como pessoa física e estão isentos de impostos.
“Empresários que atuam como pessoa física serão diretamente impactados pela nova tributação. É hora de agir estrategicamente”, alerta Monteiro.
Nesse cenário, uma das estratégias mais eficientes é a constituição de holdings de participação, que permitem uma gestão patrimonial mais inteligente e eficiente sob o ponto de vista fiscal.
“Criar uma holding é uma forma de proteger o patrimônio, reduzir a carga tributária sobre dividendos e se preparar para o novo modelo fiscal do país”, explica Monteiro, que está à frente de uma equipe que já atua ativamente em soluções para o setor empresarial.
Simulações mostram efeitos práticos da nova carga tributária
Estudos conduzidos pela equipe do Grupo Studio revelam o impacto prático da nova legislação. Um contribuinte com renda mensal de R$ 5 mil poderá deixar de pagar aproximadamente R$ 3.754,68 ao ano em impostos. Em contrapartida, um investidor que recebe R$ 80 mil mensais em dividendos — atualmente isentos — passará a pagar 10% sobre R$ 30 mil desse montante, o que representa R$ 3 mil por mês, ou R$ 36 mil por ano.
A reforma também impõe limites de carga tributária total: para empresas não financeiras, a soma dos tributos pagos pela empresa e por seus sócios não poderá ultrapassar 34%. No caso de instituições financeiras, o teto será de 45%.
A importância do planejamento tributário
Com um horizonte de mudanças já definido, Monteiro destaca que o planejamento tributário proativo será essencial para reduzir riscos e aproveitar as oportunidades da transição.
“O governo busca equilíbrio entre justiça social e responsabilidade fiscal, mas os empresários precisam se antecipar. Quem age agora garante maior segurança jurídica e eficiência na nova estrutura tributária brasileira”, conclui.A expectativa é que, com a Reforma Tributária, adaptações estruturais nas organizações deixem de ser uma opção e se tornem uma necessidade para garantir sustentabilidade financeira e competitividade. Nesse contexto, o conhecimento técnico e a experiência prática de líderes como Monteiro tornam-se fundamentais para orientar o mercado.
Quer se manter atualizado? Acompanhe o Morning Call, nosso boletim diário transmitido ao vivo pelo Instagram e YouTube do Grupo Studio, de segunda a sexta-feira.