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Inflação: mercado financeiro reduz projeção para 5,17% em 2025

  • julho | 2025
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A inflação no Brasil segue apresentando sinais de alívio. Pela sétima semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu suas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o termômetro oficial da inflação no país. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (14), a expectativa é que o IPCA encerre 2025 em 5,17%.

Na semana anterior, a projeção era de 5,18%. Há um mês, o índice estimado era de 5,25%. Ainda que os números venham recuando gradualmente, a estimativa para 2025 continua acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Estabilidade nas projeções de crescimento e juros

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma das riquezas produzidas no país, seguem estáveis. O mercado espera um crescimento de 2,23% para 2025. Já para 2026, houve leve revisão positiva: de 1,86% para 1,89%. Para 2027, o avanço projetado é de 2%.

No câmbio, o mercado também ajustou para baixo a expectativa da cotação do dólar ao fim de 2025: de R$5,70 para R$5,65. Há um mês, a projeção era de R$5,77. A valorização recente do real pode estar ligada à percepção de maior controle da inflação, o que tende a aumentar a atratividade do país para investidores estrangeiros.

A taxa básica de juros, a Selic, permanece em 15% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Boletim Focus mostra que o mercado acredita que esse patamar será mantido até o fim do ano. Para 2026 e 2027, as expectativas são de 12,50% e 10,50%, respectivamente.

Segundo ata divulgada pelo Copom, a manutenção da Selic visa observar os efeitos do ciclo de aperto monetário sobre a economia. O comitê, no entanto, não descartou novos aumentos, caso o cenário da inflação volte a se deteriorar.

Selic como ferramenta de controle da inflação

A principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação é a Selic. Quando a taxa sobe, o crédito fica mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter os preços. Por outro lado, juros altos também podem frear o crescimento econômico, já que desestimulam investimentos e reduzem a demanda.

A redução da Selic, por sua vez, torna o crédito mais acessível, favorecendo a produção e o consumo. Isso impulsiona a economia, mas exige atenção redobrada ao comportamento da inflação, que pode voltar a subir diante do aumento da demanda.

Embora a taxa básica de juros seja um instrumento central, os bancos levam em conta outros fatores ao definir as taxas finais ao consumidor, como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro. Isso significa que mesmo com estabilidade na Selic, o acesso ao crédito pode continuar restrito em alguns setores.

Expectativa de inflação ainda desafia o Banco Central

Mesmo com a queda gradual nas estimativas, a inflação projetada para 2025 ainda desafia a autoridade monetária, uma vez que supera o teto da meta. A manutenção do atual patamar da Selic reflete esse desafio: garantir estabilidade de preços sem comprometer o crescimento.

Para os anos seguintes, as expectativas estão alinhadas à meta: 4,5% em 2026 e 4% em 2027. O comportamento dos preços até lá dependerá de uma série de fatores, incluindo o cenário fiscal, os riscos externos e a condução da política monetária.

A próxima reunião do Copom pode trazer novos sinais sobre o rumo da política de juros, mas a tendência, no curto prazo, é de cautela. Enquanto isso, o mercado segue atento aos desdobramentos do cenário macroeconômico e à trajetória da inflação no país.

Fonte: Agência Brasil. 

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