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Ordem é negociar e não retaliar, diz Haddad sobre tarifas dos EUA

  • março | 2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (12) que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar a negociação, em vez de uma retaliação imediata, diante da imposição de tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio brasileiros pelos Estados Unidos. A medida, que impacta diretamente as exportações da indústria nacional, entrou em vigor nesta quarta-feira.

“O presidente Lula falou: ‘muita calma nessa hora’. Já negociamos outras vezes em condições até muito mais desfavoráveis do que essa”, declarou Haddad a jornalistas após reunião com representantes da indústria do aço brasileira. Durante o encontro, foi apresentado um relatório com argumentos para reforçar a necessidade de um acordo diplomático.

Impacto das tarifas para Brasil e EUA

Os empresários do setor siderúrgico destacaram que as novas tarifas podem ser prejudiciais não apenas para o Brasil, mas também para os próprios Estados Unidos. Segundo Haddad, os argumentos apresentados foram “muito consistentes” e evidenciam que a decisão americana pode impactar negativamente o equilíbrio comercial entre os dois países.

Os Estados Unidos são um dos principais mercados para o aço brasileiro. Em 2022, o país comprou 49% do total das exportações brasileiras do produto, conforme dados do Instituto Aço Brasil. Em 2024, apenas o Canadá superou os EUA na aquisição de aço brasileiro. “Os Estados Unidos só têm a perder, porque nosso comércio bilateral é muito equilibrado”, ressaltou Haddad.

Próximos passos na negociação das tarifas

O Ministério do Desenvolvimento será responsável por liderar as tratativas com o governo americano, utilizando como base o relatório apresentado pelas siderúrgicas nacionais. Haddad reiterou que a Fazenda irá elaborar uma nota técnica detalhada sobre os argumentos do setor, que será enviada ao vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, para subsidiar as negociações diplomáticas.

Paralelamente às discussões sobre as exportações, o setor do aço também expressou preocupação com as importações, principalmente em relação ao aumento da entrada de aço chinês no Brasil. “No caso das exportações, estamos tratando de uma negociação bilateral. Já no caso das importações, o setor demanda uma postura mais defensiva e unilateral”, explicou Haddad.

Desafios e perspectivas para a indústria do aço

As tarifas impostas pelos EUA representam um desafio para a competitividade da indústria brasileira, exigindo um esforço diplomático e estratégico para mitigar seus efeitos. O Brasil busca evitar uma escalada de barreiras comerciais que possam prejudicar o fluxo de negócios entre os dois países.

A história recente mostra que o Brasil já superou desafios similares por meio da diplomacia. Em cenários anteriores, negociações eficazes permitiram a revisão de tarifas e a manutenção de um ambiente de comércio justo. Agora, o governo aposta em um diálogo construtivo para reverter ou minimizar os impactos da nova taxação sobre o aço e o alumínio.

Ao adotar uma abordagem baseada no diálogo e na argumentação técnica, o Brasil busca garantir condições mais justas para suas exportações, evitando que as tarifas prejudiquem a indústria nacional e o equilíbrio comercial com os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil.

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