Em 2019, a inflação fechou em 4,3% acima do centro da meta 4,24%, e deve colaborar para que o Banco Central finalize o processo de queda da taxa de juros em 2020. Hoje, a taxa Selic opera em 4,5%, e ocorreu uma esperança de o Comitê de Política Monetária (Copom) realizaria ou não mais um corte, nesta ocasião, de 0,25 ponto percentual.
A inflação acelerou nos meses finais de 2019, o índice chegou a bater em 1,15%. Essencialmente pelo fato da pressão sobre alimentos, em conjunto à instabilidade do mercado internacional perante as desavenças de EUA e Irã, o Copom prevê continuar com ponderação e manter os juros em 4,5%.
A taxa de juros deve voltar cair apenas se o Congresso Nacional aprovar a segunda fase das reformas estruturais sugeridas no ano passado pelo governo Bolsonaro, essencialmente as que geram opções de diminuição de despesas para a União e estados. O que colabora para revigorar o ajuste fiscal, apontando constância das contas públicas e proporcionando diminuições nas taxas de juros.