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Dólar hoje tem leve baixa após dados de emprego nos EUA abaixo do esperado

  • fevereiro | 2025

O dólar opera em leve queda frente ao real nesta sexta-feira (7), após uma abertura ligeiramente positiva, refletindo a reação dos investidores aos dados do relatório de emprego (payroll) de janeiro nos Estados Unidos. O mercado segue atento às condições econômicas globais e aos desdobramentos da política monetária norte-americana.

Impacto do relatório de emprego nos EUA no dólar

O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou a abertura de 143 mil postos de trabalho em janeiro, um número inferior às projeções dos analistas. O consenso da Lseg/Reuters esperava a criação de 170 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, após um resultado de 256 mil em dezembro. Esse resultado abaixo do esperado reforça a percepção de desaquecimento na economia norte-americana, influenciando diretamente a cotação do dólar.

A desaceleração na geração de empregos nos EUA pode impactar as decisões do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, sobre os juros. Com a possibilidade de uma política monetária menos agressiva, o dólar tende a perder força frente a outras moedas emergentes, como o real.

Qual é a cotação do dólar hoje?

Por volta das 10h35, o dólar comercial apresentava queda de 0,22%, sendo negociado a R$ 5,757 na compra e R$ 5,758 na venda. Já na B3, o dólar futuro para março, atualmente o contrato mais líquido no mercado brasileiro, registrava alta de 0,14%, alcançando 5.794 pontos.

Na sessão anterior, quinta-feira (6), o dólar à vista encerrou em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,7649, atingindo seu menor valor desde 18 de novembro do ano passado. O movimento de queda reforça a influência do cenário internacional sobre a moeda americana e a expectativa do mercado em relação às próximas decisões econômicas.

Fatores externos que influenciam a moeda americana

Para além do relatório de emprego, os mercados acompanham atentamente as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Nesta semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre produtos chineses, o que levou a uma retaliação por parte de Pequim. A instabilidade nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo tem impacto direto na cotação do dólar, gerando volatilidade nos mercados financeiros globais.

Outro fator relevante foi a decisão de Trump de suspender temporariamente tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, após compromissos assumidos por ambos os países para um controle mais rigoroso de suas fronteiras com os Estados Unidos. Esses movimentos protecionistas podem afetar a demanda por dólar no curto prazo, uma vez que investidores monitoram os possíveis impactos dessas medidas na economia global.

No Brasil, investidores também acompanham as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, em entrevista à Rádio Cidade, de Pernambuco, comentou que as políticas do governo visam levar o dólar a um “patamar mais adequado”, refletindo-se nos preços nas próximas semanas. Essas falas influenciam a percepção do mercado em relação à política cambial brasileira e podem contribuir para ajustes na taxa de câmbio.

Na véspera, os mercados reagiram negativamente a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a inflação está “totalmente controlada”, apesar dos últimos dados apontarem um nível acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. A resposta do mercado foi imediata, com oscilações na cotação do dólar e na curva de juros futuros.

Expectativas para os próximos dias

Com a divulgação de dados de emprego abaixo do esperado nos EUA, o mercado passa a especular sobre os próximos passos do Fed em relação à taxa de juros. Caso a instituição sinalize uma postura mais flexível, poderemos observar uma pressão adicional para a desvalorização do dólar frente a moedas emergentes.

Além disso, os investidores continuarão atentos aos desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China, bem como às decisões da política econômica brasileira. Qualquer sinalização de alteração na estratégia fiscal ou monetária pode ter reflexos na cotação do dólar nos próximos dias.

O cenário é dinâmico, e o comportamento do dólar continuará sujeito às decisões econômicas globais e nacionais, mantendo os investidores atentos às próximas movimentações do mercado.

Fonte: InfoMoney e Reuters.

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