O mercado financeiro do país sentiu o efeito do avanço do coronavírus na reabertura dos negócios após o carnaval. A bolsa de valores brasileira, a B3, confirmou o pessimismo dos investidores e fechou com queda de 7%.
Entretanto, a temida possibilidade de acionamento do ‘circuit breaker’ – quando o Ibovespa apresenta queda superior a 10% e todas as operações são interrompidas por 30 minutos – não aconteceu.
Dessa forma, a bolsa brasileira encerrou o pregão aos 105.718 pontos, em uma sessão onde todas as 73 ações fecharam no negativo. O volume financeiro negociado no Ibovespa no dia foi de R$ 33,15 bilhões.
Em pontos, foi a pior perda desde que entrou em vigor a atual metodologia, em março de 1997. Já em termos porcentuais, foi a maior queda desde 18 de maio de 2017, com o estouro da delação da JBS, o “Joesley Day”, quando a bolsa recuou 8,8%.
O ajuste de hoje colocou o Ibovespa próximo ao nível de 19 de novembro passado, quando o principal índice da B3 fechou aos 105.864,18 pontos.
O movimento fortemente baixista está relacionado à epidemia do coronavírus. Nos quatro dias em que o mercado brasileiro ficou parado em razão do feriado de carnaval, a doença avançou muito e causou grande nervosismo nos mercados internacionais.
A bolsa brasileira acompanhou o movimento de queda dos mercados americanos. Por lá, o índice Dow Jones fechou com queda de 0,46% e o S&P 500 com baixa de 0,38%. O Nasdaq, na contramão, encerrou a jornada com valorização de 0,17%.
Apenas no S&P, o valor de mercado das empresas registrou perda de US$ 1,7 trilhão entre segunda-feira e terça-feira. No acumulado da semana, o índice tem perdas de 6,3% na semana, de acordo com a CNBC – a maior queda de dois dias desde agosto de 2015.
Quem mais sofre na bolsa brasileira são as ações de companhias aéreas e siderúrgicas.
As que lideram as perdas são Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4), com, respectivamente, -14,31% e -13,30%.
Na sequência, vêm Metalúrgica Gerdau (GOAU4), -11,89%; CVC (CVCB3), -11,89%; CSN (CSNA3), -10,89%; e Gerdau (GGBR4), -10,47%; e Usiminas (USIM5), -10,36%.
As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuam 9,95% e 10,05%, respectivamente, e Vale (VALE3), -9,54%.
O setor bancário também registrou fortes perdas. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) recuam 4,99%, do Banco do Brasil (BBAS3) caem 7,40%, enquanto os papéis do Bradesco (BBDC3 BBDC4) desvalorizam-se, respectivamente, 7,32% e 5,38%.
As ações que perderam menos foram as do IRB (IRBR3), -1,60%; Tim (TIMP3), -2,46%; Ambev (ABEV3) −2,65%; e Cielo (CIEL3), -2,70%.
Assista ao nosso vídeo e conheça a Studio Corporate: