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Simples Nacional: Senado analisa alteração nos limites de receita

  • janeiro | 2025

O Senado Federal está revisitando uma proposta que busca atualizar os limites de receita bruta anual para enquadramento de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) no regime tributário do Simples Nacional. A medida visa corrigir distorções geradas pela inflação e oferecer melhores condições para os pequenos negócios no Brasil.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 127/2021, originalmente apresentado pelo ex-senador Jorginho Mello (SC), foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em 2022. No entanto, alterações realizadas durante a tramitação no Plenário exigiram que o projeto retornasse à CAE para uma nova análise.

Atualização dos limites de receita bruta

De acordo com a proposta, o limite de receita bruta anual para microempresas passará de R$ 360 mil para R$ 427,5 mil. Já para empresas de pequeno porte, o intervalo de enquadramento será ampliado para receitas entre R$ 427,5 mil e R$ 5,7 milhões.

A justificativa para essa atualização é a necessidade de corrigir os valores defasados desde janeiro de 2018, período em que a inflação acumulada ultrapassou 30%. Segundo o senador Irajá (PSD-TO), relator da proposta, a medida evitará que empreendedores sejam prejudicados por alíquotas mais altas ou sejam excluídos do Simples Nacional devido ao aumento nominal do faturamento, sem que isso represente um crescimento real de suas operações.

“O ajuste é essencial para aliviar a carga tributária dos pequenos negócios, fortalecer o empreendedorismo e estimular a geração de empregos no Brasil”, afirmou Irajá.

Mudanças no texto original

Durante a tramitação no Plenário, o texto recebeu emendas que alteraram pontos importantes da proposta. Uma das principais mudanças devolve à Receita Federal a responsabilidade pela cobrança de créditos tributários inscritos na dívida ativa. Na versão aprovada pela CAE, essa atribuição havia sido transferida para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Essas alterações levaram ao retorno do projeto à Comissão de Assuntos Econômicos, onde será novamente avaliado antes de seguir para nova votação no Plenário.

O impacto do Simples Nacional para micro e pequenas empresas

A atualização dos limites de receita do Simples Nacional é vista como uma medida urgente e necessária para proteger os micro e pequenos empreendedores. Nos últimos anos, muitos negócios enfrentaram exclusões automáticas do regime simplificado ou foram sobrecarregados por uma tributação mais elevada, mesmo sem terem registrado crescimento real em suas operações.

A proposta busca corrigir essa desigualdade e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo. Pequenos negócios desempenham um papel estratégico na economia brasileira, representando mais de 99% das empresas do país e respondendo por boa parte da geração de empregos.

Com a atualização, espera-se que esses empreendedores possam contar com maior previsibilidade tributária, reduzindo custos e incentivando a formalização e a expansão dos negócios.

Próximos passos no Senado

O projeto aguarda agora a análise e votação pela CAE. Após essa etapa, será encaminhado novamente ao Plenário do Senado. Se aprovado, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados e, por fim, para sanção presidencial antes de entrar em vigor.

A discussão em torno do Simples Nacional reflete o compromisso do Senado em ajustar a legislação tributária para atender às demandas do setor produtivo, especialmente em um cenário econômico desafiador.

O debate sobre os limites de receita do Simples Nacional não apenas visa corrigir uma defasagem causada pela inflação, mas também representa uma oportunidade para fomentar o empreendedorismo e aliviar a carga tributária de milhões de micro e pequenos negócios. A atualização, se aprovada, pode transformar o cenário tributário no Brasil, beneficiando os empreendedores que impulsionam a economia nacional.

Fonte: Contábeis.

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