Fusões e aquisições mostram retração

Em quantidade, foram 62 operações contra 83 em setembro (-25,3%), mas quase em linha com a média de 65 transações por mês de 2016 e dos dez meses de 2017

Estudo da Sparks Capital (1) mostra que as operações de fusões e aquisições em outubro apresentou um cenário enfraquecido, com queda de quase 66% nos valores movimentados em todo o País.

Esses montantes passaram R$ 45,6 bilhões em setembro para R$ 15,6 bilhões. Contudo, 62% do resultado financeiro do nono mês foi concentrado em cinco eventos, sendo que somente os desinvestimentos da JBS e o leilão de usinas da Cemig responderam por 47% daquele total.

Excluindo-se tais eventos, a queda de outubro foi menos acentuada. Segundo Ana Elisa Bacha Lamounier, CEO Founder da Sparks Capital, esta ponderação não exclui o fato de que o M&A não decolou em 2017, como sugeriam os números anteriores à delação da JBS. “Em termos do acumulado de 2017 contra 2016, a queda foi de 3,7%, de R$208,3 bilhões em 2016 para R$200,5 bilhões em 2017, praticamente estável”, destaca, por meio de nota enviada ao DCI (**) .

 

 

Em quantidade, foram 62 operações contra 83 em setembro (-25,3%), mas quase em linha com a média de 65 transações por mês de 2016 e dos dez meses de 2017. Com relação aos investidores financeiros, estes realizaram 17 transações em outubro (27,4% do total) e R$ 2,2 bilhões investidos (14,1% do total), valor que corresponde a menos da metade da média mensal de R$ 4,64 bilhões observada no terceiro trimestre e a pouco acima da metade da média de R$ 4,27 bilhões mensais do primeiro semestre. Para Ana Elisa, duas questões ganharam relevância ao longo de outubro: quem seria o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) escolhido pelo presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, e o que o governo brasileiro de Michel Temer conseguirá entregar em termos de reformas

“A primeira questão é importante porque influenciará as expectativas quanto ao movimento internacional de capitais e à tendência do custo de capital […] Por sua vez, a resposta da segunda questão pelo governo Temer determinará o tamanho do risco eleitoral. Quanto mais esvaziadas de sua intenção original estiverem as medidas do governo, em particular a reforma da Previdência, maior será a sensibilidade do mercado com relação aos presidenciáveis”, entende.

(1)  O estudo mencionado foi publicado pelo blog Fusões & Aquisições, ( não é citado na matéria).

via Fusões & Aquisições.

 


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