5 dicas de empreendedorismo essenciais para o advogado iniciante

Conhecer algumas dicas de empreendedorismo pode fazer uma grande diferença para os advogados iniciantes.

Na faculdade, os profissionais do direito não recebem uma formação voltada para os meios de transformar sua atividade em um negócio. Assim, eles encontram certa dificuldade para aliar sua vontade de crescer às ferramentas mais adequadas.

Por isso, confira as dicas do post de hoje e aprenda como se transformar em um verdadeiro empreendedor!

1. Elabore um planejamento financeiro

Somente com uma gestão adequada do dinheiro é que teremos bases sólidas para construir um empreendimento saudável.

Contudo, a advocacia apresenta algumas características que dificultam esse ajuste:

  • remuneração variável (meses em que recebemos mais honorários e meses de baixa);
  • despesas constantes (aluguel de escritório, luz, água etc.);
  • riscos altos (erros processuais, derrotas etc.);

Sendo assim, o profissional que deseja empreender deve pensar as formas mais adequadas de usar o dinheiro. Erros comuns nesse planejamento financeiro são os seguintes:

  • ênfase exagerada na cobrança por resultado, ignorando os custos de manutenção do serviço;
  • mistura das contas pessoais e profissionais;
  • gastos excessivos nos meses de fartura, ignorando a necessidade de poupar para os meses de baixa;
  • ausência de seguros e planos de enfrentamento de problemas, como perdas de prazo e outros erros processuais.

2. Pense a escalabilidade do seu empreendimento

Escalabilidade é o potencial de crescimento sem acréscimo considerável de custo. Por exemplo, um escritório de advocacia que adota arquivos digitais é mais escalável do que aquele que adota arquivos físicos, uma vez que, com o aumento do número de processos, o segundo exigirá a ocupação de novas salas.

Acontece que, ao ignorar a escalabilidade, os degraus para o sucesso do empreendimento se tornam desnecessariamente maiores, diante do acréscimo constante de novos e pesados custos.

Vale ressaltar, portanto, algumas práticas adequadas ao mencionado conceito, como:

  • digitalização de arquivos;
  • uso de tecnologia de cloud computing;
  • adoção de softwares de gestão de processos;
  • automatização da consulta processual e separação das publicações nos diários oficiais;
  • terceirização dos serviços como limpeza, informática etc.;
  • opção por franquias;
  • parcerias com outros profissionais.

3. Adote estratégias de marketing compatíveis com o Código de Ética da OAB

Embora a OAB faça diversas restrições à publicidade na advocacia, algumas práticas podem ser implementadas sem dores de cabeça:

  • divulgação por meio da entrega de cartão de visitas;
  • publicação de textos em blogs e páginas pessoais;
  • presença em eventos e atividades relacionadas à advocacia;
  • criação de site do escritório, entre outras.

De todo modo, devemos ter sempre em mente que o marketing jurídico deve ser realizado de maneira não ostensiva, principalmente como pano de fundo de alguma atividade ou prestação serviço.

4. Foque no atendimento ao cliente

Uma das mais importantes dicas de empreendedorismo é ter o foco no lugar certo. O negócio de um advogado é atender às demandas e necessidades dos clientes, ao passo que o patrocínio em processos judiciais é apenas uma das estratégias de custeio.

A diferença é, mais ou menos, a mesma que existe entre a experiência oferecida pela transmissão de um filme e a pipoca do cinema. Enquanto aquele é o cerne do negócio, esta é um dos meios para arrecadar dinheiro.

Sendo assim, os advogados devem ter uma preocupação especial com o bom relacionamento com o cliente. É a partir dessa relação de confiança que teremos acessos a novos casos e, quem sabe, até mesmo a possibilidade de implementar outras estratégias para tornar o negócio rentável.

5. Observe o mercado

O advogado não precisa restringir suas atividades à propositura de demandas judiciais. Afinal, como vimos, essa é apenas uma das maneiras pela qual seu negócio pode se tornar rentável.

Atualmente, existem outras práticas que circundam o cotidiano da advocacia, bastando uma observação atenta do mercado para identificá-las.

Podemos citar, como exemplo, as formas não judiciais de solução de conflitos de interesse: mediação, arbitragem, conciliação e negociação.

Além disso, temos a possibilidade de atuar no segmento de franquias, as quais permitem a complementação segura dos serviços jurídicos prestados.

Sendo assim, aproveite essa e as demais dicas de empreendedorismo para criar condições adequadas para o seu crescimento no ramo da advocacia.

Caso tenha interesse em saber um pouco mais sobre o mercado de franquias, aproveite para conhecer 15 fatores que um advogado deve levar em consideração antes de abrir uma franquia!

Maria Júlia

Consultora de Relacionamento do Grupo Studio