Dica de Livro: A Meta – Eliyahu M. Goldratt & Jeff Cox

Com o mundo cada vez mais globalizado, competitivo e desafiador para as empresas, palavras como efetividade, eficiência e melhora na produtividade se tornam cada vez mais constantes no vocabulário dos gestores, mas será que a meta definida pelas empresas está sempre dependente da melhora desses quesitos?

A proposta desse artigo é responder esse questionamento com base nos conceitos do livro A Meta, escrito por Eliyahu M. Goldratt & Jeff Cox, publicado em 1984.

Resumindo, o livro “A Meta” trata das dificuldades enfrentadas pelo gerente de uma fábrica com dificuldades financeiras, cujo o objetivo de evitar a falência. Como tem um tempo limitado para melhorar o desempenho da fábrica, o gerente não mede esforços em encontrar e descobrir procedimentos, para tornar competitiva a fábrica sob sua responsabilidade.

No decorrer, Alex Rogo(personagem principal) é estimulado por um mentor, Jonah, a conseguir melhorar o desempenho da sua fábrica, e descobre que para isso, sua empresa precisa ganhar dinheiro, logo, essa era a meta. Jonah explica que a meta da empresa com fins lucrativos deve ser a de “ganhar dinheiro” tanto no presente como no futuro.

O enfoque principal é a maximização do resultado da empresa, criando mecanismos para avaliar como as decisões de produção afetam o lucro. Nem sempre o lucro é diretamente proporcional à eficiência.

Com o auxílio de seu mentor, Alex e sua equipe identificam que seus rôbos elevaram fortemente a capacidade produtiva e eficiência de uma etapa das etapas da produção, sendo motivo de orgulho para ele. Entretanto, ao analisar mais profundamente, percebe que essa melhora significativa estava totalmente em desencontro com a meta, pois além de não resultar no aumento do ganho de dinheiro, aumentavam o seu inventário, elevando suas despesas operacionais.

 

O livro explica que temos dois tipos de recursos

  • Gargalos:Aquele recurso cuja capacidade é igual ou menor do que a sua demanda.
  • Não gargalos: Qualquer outro recurso cuja capacidade é maior que a sua demanda.

 

Continuando a história, no decorrer, Jonan, Alex Rogo e sua equipe identificam que o gargalo estava na etapa seguinte aos robôs, pois havia um inventário gigante esperando para ser processado. Além do mais, perceberam que algumas peças passavam pelo gargalo e após eram descartadas porque não atingiam o padrão mínimo de qualidade, logo perceberam que estavam fazendo os gargalos trabalharem em peças que não contribuirão para o ganho. Para resolver o problema, selecionaram uma pessoa de outro setor não gargalo para inspecionar todas as peças antes de chegar no gargalo, pois segundo Jonan, dessa forma está protegendo o gargalo e transferindo a carga dos gargalos passando-os para os não gargalos, pois segundo ele, “tempo perdido em um gargalo significa perda de ganho”.

No decorrer, Bob, o engenheiro de produção, busca uma antiga máquina, cuja capacidade é muito menor que a das demais máquinas e o seu custo por peça era mais elevado, mesmo assim é fortemente incentivado por Jonan a utilizá-la pois como se tratava do gargalo, cada peça a mais produzida por aquela máquina significava uma peça a mais produzida pela empresa e assim a mesma estaria um passo mais perto da meta.

Ao final, a empresa se recuperou fortemente, e perceberam que o gargalo deixou de ser a produção e passou a ser a área comercial. Jonan os parabenizou e explicou que isso é natural pois a teoria das restrições é um Processo de Melhoria Contínua.

Resumindo, o livro utiliza a base da teoria das restrições, e os passos são os seguintes:

  1. IDENTIFICAR a restrição
  2. EXPLORAR a restrição
  3. SUBORDINAR tudo a restrição
  4. ELEVAR a capacidade da restrição
  5. Se a restrição for mudada para outro setor, repita o procedimento para o novo gargalo.

Ao utilizar esse processo, podemos focar nossos esforços nos poucos pontos de um sistema que determinam seu desempenho, e assim podemos melhorar significativamente seu desempenho no curto prazo.

Conclusão

Respondendo a pergunta inicial do texto, de acordo com os ensinamentos do livro a meta, pode-se perceber que o ganho de eficiência e produtividade por si só não é a solução, pois o ganho de eficiência em uma determinada etapa não gargalo, além de não resultar maior ganho para a empresa, poderá elevar seus estoques e suas despesas operacionais, enquanto um ganho mínimo de produtividade em uma etapa gargalo, mesmo que reduza a eficiência, resultará em mais produtos acabados.

E agora, já identificaram os gargalos? Então vamos atrás da meta!

 


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