A importância da Gestão do conhecimento para a sua empresa

Se gerir é gerenciar, como isso é realizado pela área que trata da gestão do conhecimento?

Inicialmente, trago o contexto da minha proposta nesse artigo: olhar o que é conhecimento para um adulto. Em linhas gerais conhecer é compreender.

Qual a diferença então entre ensinar uma criança/jovem ou ensinar um adulto?

A primeira diferença é etimológica. Pedagogia a sua origem vem de PAIDOS, que significava “criança”. Estudo (gogia) da condução de crianças. E Andragogia? ANDRÓS – adulto ÁGO – conduzir, guiar. Estudo da condução de adultos.

A segunda diferença encontrada na doutrina é que na Andragogia a aprendizagem de será voltada para o valor da experiência, com uma orientação centrada na solução de um problema com aplicação imediata (para que haja interesse daquele adulto). Na pedagogia (crianças e jovens) a aprendizagem é mais dependente de um direcionamento, com um foco maior no conteúdo e uma aplicação adiada. Vamos construindo, preparando aquela criança ou jovem para aplicar aquele saber um dia.

E na prática corporativa, qual a diferença que encontramos entre pedagogia e andragogia? Na educação de adultos o educador ou instrutor irá funcionar como um gerenciador e como um estimulador do processo de aprendizado. Ele usa da empatia, proporciona maior autonomia e informalidade. Na sua fala, o instrutor, ao invés de usar somente o discurso, deverá incluir também o diálogo. Aquela ideia de sala de aula onde os alunos tomam nota e onde a didática restringe-se a escrever no quadro para que os alunos copiarem, urge mudar. Hoje, devemos somar técnicas que estimulem o protagonismo dos alunos, ou seja, a participação de todos, estimulando-os a serem donos da sua aprendizagem (autonomia). Diferentemente da pedagogia, onde em regra há uma dependência maior na autoridade do professor, para adultos, o instrutor não será mais a estrela da aula, aquele que sabe tudo. Ele irá trabalhar estimulando que dos mais tímidos aos mais expansivos, tenham iguais oportunidades e facilidades na participação e no processo de aprendizado. Ao contrário do controle total (ou quase total) sobre a experiência de aprendizagem de uma criança.

Portanto, a partir de várias leituras de autores como Lindeman, Knowles, Kolb e Paulo Freire, podemos indicar que em uma sala de aula presencial ou em uma plataforma de ensino a distância com adultos não basta reproduzir o conteúdo (por exemplo, apenas exigir que assistam a um vídeo). Temos que proporcionar a interação (vide por exemplo a plataforma moodle e suas ferramentas) entre o instrutor ou do tutor a distância com momentos de compartilhamento de experiências, ou trocas, onde o obrigatoriamente deverá haver um mediador entre o conhecimento dele, do aluno e onde a teoria é vista ou revista a partir da prática.

Quais as habilidades esperadas de um Instrutor ou do Tutor:

Trago algumas considerações de Carl Rogers quando tratou da educação, ele disse que o educar necessita ter como objetivo principal facilitar a aprendizagem e elencou 03 características de um educador centrado nas pessoas e não só no conteúdo:

1) Autenticidade do facilitador: é uma pessoal real e se apresenta como tal

2) Tem apreço, aceitação e confiança dos educandos e os considera como pessoas ou seres humanos imperfeitos, aceitando-os como pessoa com valores próprios.

3) Busca a compreensão empática percebendo o aluno

O instrutor de adultos terá a missão de buscar meios de promover a adesão e o engajamento daquelas pessoas, ou em outras palavras, fomentar o interesse em aprender. Desde que haja uma intencionalidade explicada, são válidas dinâmicas de grupo, uso bibliografia e de leituras prévias, músicas, vídeos-aulas antes, durante e depois dos encontros presenciais ou a distância, tutoria em fóruns, chats, games entre tantos recursos didáticos disponíveis.

Já na área da administração, Peter Drucker identificou quatro oportunidades de inovação nas empresas e três fora dela: ocorrências inesperadas, incongruências, processos necessários, mudanças na indústria e no mercado, mudanças demográficas, mudanças de percepção e novo conhecimento. A mais vasta bibliografia indica que para gerir o conhecimento, produzindo um efeito (por exemplo, produzir inovação) é preciso: primeiro, identificar quais os conhecimentos estratégicos essenciais para a organização, segundo buscar formas de ensinar dentro do contexto, mas também olhando para fora dele. Como? Um dos caminhos é praticando escutas ativas nas áreas e fazendo que elas também se escutem para identificar as fontes de informações e as suas conexões. Para o crescimento de qualquer organização é indispensável a percepção de que na sociedade da informação o conhecimento é poder e ele é o diferencial estratégico em um mercado cada vez mais competitivo.

 


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Redação Grupo Studio

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